NAS AULAS DOS GUERREIROS A GRANDE ESTRELA É O FREVO!

Veja algumas imagens e tire suas próprias conclusões.

UNIÃO ENTRE PASSISTAS, É POSSÍVEL?

OPINIÃO. Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo.

A FORÇA DA CAMISA AZUL

Nas aulas do Projeto Frevo na Praça, já foi possível observar que os professores dos Guerreiros do Passo, utilizam nos seus encontros semanais no bairro do Hipódromo...

MAX LEVAY REGISTRA OS GUERREIROS DO PASSO

O pernambucano Max Levay, profissional de reconhecido talento da arte da fotografia, fez um bonito registro dos Guerreiros do Passo no último mês de março. O artista produziu...

FOCO NO APRENDIZADO

Hoje em dia a busca por um melhor condicionamento na arte desenvolvida pelos famosos passistas de frevo, tem levado alguns praticantes a sair por ai pulando de aula em aula...

News - Guerreiros pretendem retornar às atividades abertas ao público ainda este ano/ Este site vai entrar em manutenção.

Comemoração de aniversário em grande estilo

Mais um momento de celebração pela passagem do aniversário dos Guerreiros do Passo. Parecia que tudo ia dar errado, o tempo fechou, a praça alagou, mas, na hora da realização da festa, como um milagre, o céu abriu e proporcionou a atmosfera ideal para a comemoração.
E não poderia ser diferente. Este ano foi a ocasião para receber no espaço utilizado pelo grupo, a gloriosa Banda Musical da Polícia Militar de Pernambuco, a Banda Capitão Zuzinha. Foi emocionante ver e sentir a energia vinda dos sopros e notas de uma instituição de quase 150 anos de história. Uma experiência espetacular! Um fato que marcou nossas vidas, e um presente especial aos autênticos Guerreiros que não fugiram da luta e permaneceram fiéis no propósito de participar do grande dia.

É preciso ressaltar que a Banda Militar foi uma atração especialíssima, porém, tivemos também a presença de outra orquestra convidada para integrar a comemoração. É isso mesmo, duas orquestras no aniversário do grupo. Foi Lindo! Ainda na tarde de celebração do aniversário dos 11 anos de nascimento, pudemos consagrar mais um Guerreiro com a camisa azul do grupo. O porta-estandarte Fernando Zacarias passa agora a fazer parte do time de grandes personalidades a usar a vestimenta azul do grupo.

E este ano foi o aniversário dos Guerreiros que contou com a participação efetiva de todos. Além de prestigiar o encontro, diversos outros amigos e parceiros se colocaram à disposição e deram suas parcelas fundamentais de ajuda. Provamos que um grupo cultural não se faz apenas com determinação, mas, sobretudo, com a união.

Aproveitamos para agradecer à todos que foram fundamentais para que tudo acontecesse de maneira extraordinária.

Nossa eterna gratidão ao Tenente e parceiro Jamerson Junior que atuou magnificamente para que a vinda da Banda da polícia fosse concretizada. Estendemos nossos agradecimentos e os nossos respeitos ao Regente e Mestre da banda, Subtenente Glebson; o Capitão Dilion da Silva e ao Comando Geral da Policia Militar de Pernambuco. Nossos agradecimentos especiais a José Augusto (Guto), a Rinaldo Almeida, a Rafaela Cristina; Wellington Silva; Maria Cristina; Fernando Zacarias, George Gibson, Cristina Regis, Adelazir Nogueira; Maria José e seu esposo Luiz e aos amigos do Bloco da Saudade. Aos nossos professores guerreiros uma saudação particular pelo talento e garra levados para o meio da praça: Valdemiro Neto, Lucélia Albuquerque e a Laércio Olímpio. Fica aqui a homenagem também ao nosso professor Ricardo Napoleão que não pôde comparecer a festa por motivos de doença na família. Os nossos respeitos.
As fotos são de Rafaela Cristina.

Uma tarde dedicada ao frevo de rua

O Clube Escuta Levino fez seu passeio carnavalesco na tarde desde domingo, 04 de setembro, pelas ruas centrais da cidade, levando o público presente a relembrar a euforia do tradicional carnaval do Recife. O festejo fora de época foi promovido pelo Museu Paço do Frevo que em cada primeiro domingo do mês leva uma agremiação para desfilar no bairro do Recife Antigo. O grupo Guerreiros do Passo, como era esperado, acompanhou a agremiação e exibiu sua trupe de passistas com roupas comuns, guarda-chuvas e o mais importante: muito frevo no pé.
Como sempre, os bravos Guerreiros receberam o carinho das pessoas e a aclamação já conhecida.

Guerreiros seguem arrastando mais um grande público

Projeto Frevo na Praça continua recebendo significativa participação de público nos seus encontros de sábado. E neste final de semana, 03 de setembro, o foi diferente. Uma turma animada e disposta a cair no passo sob o comando dos Guerreiros do Passo. Veja algumas imagens.



Passistas do grupo Guerreiros do Passo serão atração neste domingo no arrastão do Clube Carnavalesco Misto Escuta Levino

Grupo volta ao encontro dos seus admiradores e foliões nas ruas do Recife Antigo.
No próximo domingo, dia 04 de setembro, o grupo Guerreiros do Passo estará participando do desfile do Clube Carnavalesco Misto Escuta Levino pelas ruas do Bairro do Recife Antigo, no "arrastão" promovido pelo Paço do Frevo. A agremiação que em 2017, completa 20 anos de fundação, vai prestigiar o público com a exibição de alguns elementos tradicionais do carnaval de rua. Orquestra de frevo, figuras fantasiadas de morcegos, fantasmas, palhaços e passistas, totalizando aproximadamente cerca de 60 pessoas integrando o seu desfile.
Os Guerreiros do Passo irão fazer parte do cortejo, e o grupo já tem uma longa parceria com a agremiação, onde todos os anos os passistas são uma atração especial no carnaval do clube na semana pré-carnavalesca.
Na tarde deste domingo, a trupe de dançarinos vai exibir na saída e no cortejo do Clube, a caracterização dos figurinos de época, guarda-chuvas e a reprodução dos movimentos e apertões do povo na rua, fazendo alusão ao frevedouro dos antigos carnavais do Recife.

O "arrastão" é um evento promovido pelo Museu Paço do Frevo, que todo primeiro domingo do mês convida uma agremiação do carnaval para desfilar nas ruas do bairro.
Neste domingo, a concentração do desfile do Clube Escuta Levino acontece a partir das 15 horas no Marco Zero, com saída prevista para às 16 horas.
Imperdível!!!

11 ANOS DE NASCIMENTO

Foi em 1º de setembro de 2005, a data que marcou simbolicamente o primeiro registro do nome Guerreiros do Passo, documentado num livro de assinaturas quando os fundadores do grupo frequentavam a saudosa Escola Municipal de Frevo do Recife. Saudosa eu digo, porque o referido espaço cultural não é mais chamado assim, e nem vislumbramos lá atualmente, indícios dos tempos áureos da atuação do famoso Mestre Nascimento do Passo.
Éramos alguns poucos abnegados naquela época, hoje, somos uma parcela considerável de muitos outros Guerreiros. Um número infindável de apaixonados e seguidores que representam nosso nome até fora do país. Como disse, foi na mencionada escola onde começamos a utilizar a designação do grupo, e já nesse período, tínhamos iniciado a trajetória pela aventura deliciosa e não menos sofrida em direção ao processo de divulgação e valorização da história do Mestre Nascimento e de seu legado artístico. Nossa missão!

Nesses onze anos completados, auferimos as marcas indeléveis da persistência e dos diversos momentos vividos na ação cotidiana do fazer cultural. Somos marcados, sobretudo, pela profunda obstinação em manter um projeto de ensino que vem chamando a atenção pela expressiva participação popular, e ainda, pela postura crítica dos seus organizadores com relação às políticas públicas para o frevo.
Diante disso, e entre outras coisas, desde o ano de 2010, decidimos não mais participar dos Polos do carnaval da Prefeitura do Recife. E a maneira forte e destemida de como defendemos nossa dança, foi determinante num ambiente que está mais acostumado com os sorrisinhos falsos e as influências de quem se habituou a produzir arte por vaidade e por interesses pessoais. Um mundo de empáfias, que muitas vezes não gosta de ser contestado por quem ousa contrapor suas ideias.

Ainda sobre as dificuldades enfrentadas, muitas delas se deram no mundo virtual, e até de forma oculta, com comentários desprezíveis, buscando com isso, enfraquecer nossa coragem e nossa conduta. Chamaram-nos maldosamente de "puristas", "dos donos do frevo", e que queríamos ser os "senhores da razão". Para eles que não sabem, estávamos apenas defendendo uma bandeira como tantos outros artistas fazem. E aqui nunca houve espaço para exibicionismo barato, como se vê muito por ai. Na verdade, eles não suportavam sequer assistir a hegemonia de um simples grupo popular que estava momentaneamente aparecendo mais do que eles. E se algum dançarino ou instituição merecessem os seus aplausos, os teria se estivessem abaixo do seu visível estado de desespero e de mediocridade.
Fomos surpreendidos ainda, pela falta de ética de certos indivíduos invejosos, disfarçadamente camuflados de amigos, que tentaram usurpar e apoderar-se daquilo que eles jamais terão: o talento e a obstinação para enfrentar os desafios do trabalho cultural.

Em meio a tantos embates desestimuladores, jamais desistimos da luta. Da mesma forma, alguns outros não conseguiram igualmente seguir conosco. Talvez por não suportarem carregar por muito tempo os valores que constituem a lealdade e as virtudes que caracterizam o trabalho em grupo. E se um dia chegaram a acreditar numa vocação para exercer qualquer função relevante dentro do frevo, ficou claro agora que não são nem de longe um fragmento daquilo que um dia tentaram transparecer que eram.

É evidente que os Guerreiros do Passo não se resumem a uma ou duas pessoas, aliás, ninguém faz nada sozinho, e se construímos algo importante no universo do frevo, foi devido ao comprometimento dos nossos professores e companheiros que resistiram conosco nesses poucos anos de existência. Com eles, tentamos mudar alguns paradigmas da dança local: a moda do figurino colorido, por exemplo, foi um deles. Hoje, guarda-chuvas, chapéus e paletós se incorporaram às vestimentas de muitos dançarinos que antes mencionavam essas peças do vestuário do grupo, como: ultrapassado e coisa de gente velha e saudosista.

Tentamos ir também de encontro ao pensamento da padronização do passo. Julgamos que o ideal poderia ser a busca pela singularidade. Insistimos que o frevo necessitava salvaguardar um elemento técnico valioso e de beleza extraordinária.
Um dos resultados desse pensamento, foi o surgimento de um artigo de minha autoria que abria espaço para diferentes reflexões sobre o tema do improviso. 
Depois de muitas discussões e debates informais, observamos um fenômeno curioso: alguns “instrutores” começaram a prometer aos seus alunos, a utilização de técnicas e linguagens de improvisação no ensino do frevo, afirmando produzir dançarinos diferenciados e com atuação singularizada. No entanto, é fácil constatar que tais professores são mais conhecidos como profissionais que tradicionalmente enfatizaram na sua trajetória uma maneira de ensinar intensamente coreografada e especialmente robotizada. Será isso a aceitação inevitável daquilo que sempre propagamos - e que eles sempre negaram -, ou, consiste em mero oportunismo? Pois bem, talvez eles nunca admitam isso, mas cabia aqui fazer o registro.

Quando começarem a ler este texto, talvez possam dizer que o tom deveria ser ameno, principalmente num momento de comemoração. Porém, a história de uma instituição cultural não se faz apenas com acontecimentos afáveis. Quem dera que fosse assim... Aniversário também é a ocasião para fazer o balanço do trajeto percorrido até aqui, e se possível, tentar aperfeiçoar a atuação e corrigir desvios e falhas. Seria quase impossível que tenhamos sobrevivido no frevo por mais de dez anos sem experimentar o imponderável. Contudo, nossa existência foi significativa, especialmente pelas ações positivas e pela consagração de um belo trabalho que já está registrado na história da dança de Pernambuco. As incursões e pesquisas do Laboratório do Passo foram uma delas; o grupo de apresentações do espetáculo O Frevo é um fenômeno de aclamação, e incluo o já citado Projeto de aulas na Praça do Hipódromo, espaço impulsionador das nossas atividades. E reparem que não somos ligados a nenhum órgão público e nem temos as benesses dos apoios financeiros e nem as salas e espaços disponibilizados por instituições congêneres. É preciso muita garra e empenho para seguir em frente.

Por outro lado, é inegável o sentimento de alegria de poder chegar a este estágio e perceber as muitas críticas e observações importantes oriundas da opinião pública. Fato que vem chamando a atenção da imprensa local e nacional. Praticamente todas as emissoras de televisão do estado já produziram suas matérias e reportagens sobre os Guerreiros do Passo. Do mesmo modo, jornais impressos, revistas, sites e rádios também o fizeram. Trabalhos acadêmicos do Brasil e do exterior submeteram seus textos alusivos à instituição. Livros, monografias e artigos de estudiosos diversos mencionaram igualmente nas suas respectivas obras a atuação do grupo. Artistas e compositores também chegaram a expor em versos e partituras o apreço pela turma de Guerreiros. Faço referência ainda, aos dois projetos que foram contemplados pelo Funcultura, e que se tornou um marco para todos nós.

Nada disso seria possível se não estivéssemos amparados pela consideração daqueles que são o motivo de todas as nossas atuações: OS NOSSOS ALUNOS. E são para eles todos os esforços e agradecimentos. A gratidão especial também, aos professores Valdemiro Neto, Ricardo Napoleão, Lucélia Albuquerque e Laércio Olímpio. Estendemos os agradecimentos aos talentosos integrantes do espetáculo do grupo, incluindo na lista os professores citados: Cabral, Voguee, Ricardo, Valdemiro, Laércio, Limão, Dancan, Lucas, Daniele, Fabrício, Jamerson, Cleones, e a minha querida Lucélia. Sem esquecer os amigos, parceiros e divulgadores, pessoas que em conjunto acreditam nas ações do grupo, e independentemente de pontos de vistas diferentes, estão juntas e unidas em prol de uma causa maior, o Frevo.
Evoé!!!

Eduardo Araújo
Radialista, fundador e coordenador dos Guerreiros do Passo