O Clube Escuta Levino
fez seu passeio carnavalesco na tarde desde domingo, 04 de setembro, pelas ruas centrais da cidade, levando o
público presente a relembrar a euforia do
tradicional carnaval do Recife. O festejo fora de época foi promovido pelo
Museu Paço do Frevo que em cada primeiro domingo do mês leva uma agremiação
para desfilar no bairro do Recife Antigo. O grupo Guerreiros do
Passo, como era esperado, acompanhou a agremiação e exibiu sua trupe de
passistas com roupas comuns, guarda-chuvas e o mais importante: muito frevo no
pé.
NAS AULAS DOS GUERREIROS A GRANDE ESTRELA É O FREVO!
Veja algumas imagens e tire suas próprias conclusões.
UNIÃO ENTRE PASSISTAS, É POSSÍVEL?
OPINIÃO. Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo.
A FORÇA DA CAMISA AZUL
Nas aulas do Projeto Frevo na Praça, já foi possível observar que os professores dos Guerreiros do Passo, utilizam nos seus encontros semanais no bairro do Hipódromo...
MAX LEVAY REGISTRA OS GUERREIROS DO PASSO
O pernambucano Max Levay, profissional de reconhecido talento da arte da fotografia, fez um bonito registro dos Guerreiros do Passo no último mês de março. O artista produziu...
FOCO NO APRENDIZADO
Hoje em dia a busca por um melhor condicionamento na arte desenvolvida pelos famosos passistas de frevo, tem levado alguns praticantes a sair por ai pulando de aula em aula...
Guerreiros seguem arrastando mais um grande público
Passistas do grupo Guerreiros do Passo serão atração neste domingo no arrastão do Clube Carnavalesco Misto Escuta Levino
Grupo volta ao encontro dos seus admiradores e foliões nas ruas do Recife Antigo.
No próximo domingo,
dia 04 de setembro, o grupo Guerreiros do Passo estará participando do desfile
do Clube Carnavalesco Misto Escuta Levino pelas ruas do Bairro do
Recife Antigo, no "arrastão" promovido pelo Paço do Frevo. A agremiação que em 2017, completa 20 anos de fundação, vai
prestigiar o público com a exibição de alguns elementos
tradicionais do carnaval de rua. Orquestra de frevo, figuras
fantasiadas de morcegos, fantasmas, palhaços e passistas, totalizando
aproximadamente cerca de 60 pessoas integrando o seu desfile.
Os Guerreiros do
Passo irão fazer parte do cortejo, e o grupo já tem
uma longa parceria com a agremiação, onde todos os anos os passistas são uma atração especial no carnaval do clube na semana pré-carnavalesca.
Na tarde deste domingo, a trupe de dançarinos vai exibir na saída e no cortejo do Clube, a caracterização dos figurinos de época, guarda-chuvas e a reprodução dos movimentos e apertões do povo na rua, fazendo alusão ao frevedouro dos antigos carnavais do Recife.
O "arrastão" é um evento promovido pelo Museu Paço do Frevo, que todo primeiro domingo do mês convida uma agremiação do carnaval para desfilar nas ruas do bairro.
Na tarde deste domingo, a trupe de dançarinos vai exibir na saída e no cortejo do Clube, a caracterização dos figurinos de época, guarda-chuvas e a reprodução dos movimentos e apertões do povo na rua, fazendo alusão ao frevedouro dos antigos carnavais do Recife.
O "arrastão" é um evento promovido pelo Museu Paço do Frevo, que todo primeiro domingo do mês convida uma agremiação do carnaval para desfilar nas ruas do bairro.
Neste domingo, a concentração
do desfile do Clube Escuta Levino acontece a partir das 15 horas no Marco Zero,
com saída prevista para às 16 horas.
Imperdível!!!
11 ANOS DE NASCIMENTO
Foi
em 1º de setembro de 2005, a data que marcou simbolicamente o primeiro registro
do nome Guerreiros do Passo, documentado num livro de assinaturas quando os
fundadores do grupo frequentavam a saudosa Escola Municipal de Frevo do Recife.
Saudosa eu digo, porque o referido espaço cultural não é mais chamado assim, e
nem vislumbramos lá atualmente, indícios dos tempos áureos da atuação do
famoso Mestre Nascimento do Passo.
Éramos
alguns poucos abnegados naquela época, hoje, somos uma parcela considerável de muitos
outros Guerreiros. Um número infindável de apaixonados e seguidores que representam
nosso nome até fora do país. Como disse, foi na mencionada escola onde começamos
a utilizar a designação do grupo, e já nesse período, tínhamos iniciado a
trajetória pela aventura deliciosa e não menos sofrida em direção ao processo
de divulgação e valorização da história do Mestre Nascimento e de seu legado artístico.
Nossa missão!
Nesses
onze anos completados, auferimos as marcas indeléveis da persistência e dos
diversos momentos vividos na ação cotidiana do fazer cultural. Somos marcados, sobretudo, pela profunda obstinação em manter
um projeto de ensino que vem chamando a atenção pela expressiva participação
popular, e ainda, pela postura crítica dos seus organizadores com relação às
políticas públicas para o frevo.
Diante disso, e entre outras coisas, desde o ano de 2010, decidimos não mais participar dos Polos do carnaval da Prefeitura do Recife. E a maneira forte e destemida de como defendemos nossa dança, foi determinante num ambiente que está mais acostumado com os sorrisinhos falsos e as influências de quem se habituou a produzir arte por vaidade e por interesses pessoais. Um mundo de empáfias, que muitas vezes não gosta de ser contestado por quem ousa contrapor suas ideias.
Diante disso, e entre outras coisas, desde o ano de 2010, decidimos não mais participar dos Polos do carnaval da Prefeitura do Recife. E a maneira forte e destemida de como defendemos nossa dança, foi determinante num ambiente que está mais acostumado com os sorrisinhos falsos e as influências de quem se habituou a produzir arte por vaidade e por interesses pessoais. Um mundo de empáfias, que muitas vezes não gosta de ser contestado por quem ousa contrapor suas ideias.
Ainda
sobre as dificuldades enfrentadas, muitas delas se deram no mundo virtual, e
até de forma oculta, com comentários desprezíveis, buscando com isso, enfraquecer nossa coragem
e nossa conduta. Chamaram-nos maldosamente de "puristas", "dos donos do frevo", e
que queríamos ser os "senhores da razão". Para
eles que não sabem, estávamos apenas defendendo uma bandeira como tantos outros
artistas fazem. E aqui nunca houve espaço para exibicionismo barato, como se vê muito por ai. Na verdade, eles não suportavam sequer assistir a hegemonia de um
simples grupo popular que estava momentaneamente aparecendo mais do que eles. E
se algum dançarino ou instituição merecessem os seus aplausos, os teria se
estivessem abaixo do seu visível estado de desespero e de mediocridade.
Fomos surpreendidos ainda, pela falta de ética de certos indivíduos invejosos, disfarçadamente camuflados de amigos, que tentaram usurpar e apoderar-se daquilo que eles jamais terão: o talento e a obstinação para enfrentar os desafios do trabalho cultural.
Fomos surpreendidos ainda, pela falta de ética de certos indivíduos invejosos, disfarçadamente camuflados de amigos, que tentaram usurpar e apoderar-se daquilo que eles jamais terão: o talento e a obstinação para enfrentar os desafios do trabalho cultural.
Em meio a tantos embates desestimuladores,
jamais desistimos da luta. Da mesma forma, alguns outros não conseguiram
igualmente seguir conosco. Talvez por não suportarem carregar por muito tempo
os valores que constituem a lealdade e as virtudes que caracterizam o trabalho
em grupo. E se um dia chegaram a acreditar numa vocação para exercer qualquer função
relevante dentro do frevo, ficou claro agora que não são nem de longe um
fragmento daquilo que um dia tentaram transparecer que eram.
É evidente que os Guerreiros do Passo não
se resumem a uma ou duas pessoas, aliás, ninguém faz nada sozinho, e se
construímos algo importante no universo do frevo, foi devido ao comprometimento
dos nossos professores e companheiros que resistiram conosco nesses poucos anos
de existência. Com eles, tentamos mudar alguns
paradigmas da dança local: a moda do figurino colorido, por exemplo, foi um
deles. Hoje, guarda-chuvas, chapéus e paletós se incorporaram às vestimentas de
muitos dançarinos que antes mencionavam essas peças do vestuário do grupo, como:
ultrapassado e coisa de gente velha e saudosista.
Tentamos
ir também de encontro ao pensamento da padronização do passo. Julgamos
que o ideal poderia ser a busca pela singularidade. Insistimos
que o frevo necessitava salvaguardar um elemento técnico valioso e de beleza
extraordinária.
Um dos resultados desse pensamento, foi o surgimento de um artigo de minha autoria que abria espaço para diferentes reflexões sobre o tema do improviso.
Depois de muitas discussões e debates informais, observamos um fenômeno curioso: alguns “instrutores” começaram a prometer aos seus alunos, a utilização de técnicas e linguagens de improvisação no ensino do frevo, afirmando produzir dançarinos diferenciados e com atuação singularizada. No entanto, é fácil constatar que tais professores são mais conhecidos como profissionais que tradicionalmente enfatizaram na sua trajetória uma maneira de ensinar intensamente coreografada e especialmente robotizada. Será isso a aceitação inevitável daquilo que sempre propagamos - e que eles sempre negaram -, ou, consiste em mero oportunismo? Pois bem, talvez eles nunca admitam isso, mas cabia aqui fazer o registro.
Um dos resultados desse pensamento, foi o surgimento de um artigo de minha autoria que abria espaço para diferentes reflexões sobre o tema do improviso.
Depois de muitas discussões e debates informais, observamos um fenômeno curioso: alguns “instrutores” começaram a prometer aos seus alunos, a utilização de técnicas e linguagens de improvisação no ensino do frevo, afirmando produzir dançarinos diferenciados e com atuação singularizada. No entanto, é fácil constatar que tais professores são mais conhecidos como profissionais que tradicionalmente enfatizaram na sua trajetória uma maneira de ensinar intensamente coreografada e especialmente robotizada. Será isso a aceitação inevitável daquilo que sempre propagamos - e que eles sempre negaram -, ou, consiste em mero oportunismo? Pois bem, talvez eles nunca admitam isso, mas cabia aqui fazer o registro.
Quando
começarem a ler este texto, talvez possam dizer que o tom deveria ser ameno,
principalmente num momento de comemoração. Porém, a
história de uma instituição cultural não se faz apenas com acontecimentos afáveis.
Quem dera que fosse assim... Aniversário também é a ocasião para fazer o balanço
do trajeto percorrido até aqui, e se possível, tentar aperfeiçoar a atuação e
corrigir desvios e falhas. Seria quase impossível que tenhamos sobrevivido no
frevo por mais de dez anos sem experimentar o imponderável. Contudo, nossa
existência foi significativa, especialmente pelas ações positivas e pela
consagração de um belo trabalho que já está registrado na história da dança de
Pernambuco. As incursões e pesquisas do Laboratório do Passo foram uma delas; o
grupo de apresentações do espetáculo O Frevo é um fenômeno de aclamação, e incluo o já citado Projeto de aulas na Praça do Hipódromo, espaço impulsionador
das nossas atividades. E reparem que não somos ligados a nenhum órgão público e
nem temos as benesses dos apoios financeiros e nem as salas e espaços
disponibilizados por instituições congêneres. É preciso muita garra e empenho
para seguir em frente.
Por outro lado, é
inegável o sentimento de alegria de poder chegar a este estágio e perceber as muitas
críticas e observações importantes oriundas da opinião pública. Fato que vem
chamando a atenção da imprensa local e nacional. Praticamente todas as
emissoras de televisão do estado já produziram suas matérias e reportagens
sobre os Guerreiros do Passo. Do mesmo modo, jornais impressos, revistas, sites
e rádios também o fizeram. Trabalhos acadêmicos do Brasil e do exterior
submeteram seus textos alusivos à instituição. Livros, monografias e artigos de estudiosos
diversos mencionaram igualmente nas suas respectivas obras a atuação do
grupo. Artistas e compositores também chegaram a expor em versos e partituras o
apreço pela turma de Guerreiros. Faço referência ainda, aos dois projetos que foram contemplados pelo Funcultura, e que se tornou um marco para todos nós.
Nada
disso seria possível se não estivéssemos amparados pela consideração daqueles
que são o motivo de todas as nossas atuações: OS NOSSOS ALUNOS. E são para eles
todos os esforços e agradecimentos. A gratidão especial também, aos professores
Valdemiro Neto, Ricardo Napoleão, Lucélia Albuquerque e Laércio Olímpio. Estendemos os agradecimentos aos talentosos integrantes do espetáculo do grupo,
incluindo na lista os professores citados: Cabral, Voguee, Ricardo, Valdemiro, Laércio,
Limão, Dancan, Lucas, Daniele, Fabrício, Jamerson, Cleones, e a minha querida
Lucélia. Sem esquecer os amigos, parceiros e divulgadores, pessoas que em
conjunto acreditam nas ações do grupo, e independentemente de pontos de vistas
diferentes, estão juntas e unidas em prol de uma causa maior, o Frevo.
Evoé!!!
Radialista, fundador e coordenador dos Guerreiros do PassoEvoé!!!
Eduardo
Araújo
Sábado de análise dos movimentos do Laboratório do Passo
As atividades dos
Guerreiros do Passo neste final de semana foram marcadas pela exposição de três
movimentos pesquisados no Laboratório do Passo. O passo do Aleijado, Currupio e
Pião foram os elementos estudados na ocasião. Perto do encerramento dos
trabalhos, a chuva caiu na praça, mas, acreditamos que deu para aproveitar bem
o momento.
Outros finais de semana
serão destinados igualmente para as oficinas do Laboratório, e mais
resultados da pesquisa serão disponibilizados para os participantes das
aulas do grupo.
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| Foto: Cristina Régis |
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| Foto: Cristina Régis |




























































