Depois da interrupção
da semana anterior, os participantes do Projeto Frevo na Praça retornaram neste último sábado, dia 27 de outubro, à prática das atividades dos Guerreiros do Passo no bairro do Hipódromo. Mais um grande público, num espaço cultural que está se tornando cada vez mais indispensável para os foliões e amantes do passo pernambucano.
NAS AULAS DOS GUERREIROS A GRANDE ESTRELA É O FREVO!
Veja algumas imagens e tire suas próprias conclusões.
UNIÃO ENTRE PASSISTAS, É POSSÍVEL?
OPINIÃO. Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo.
A FORÇA DA CAMISA AZUL
Nas aulas do Projeto Frevo na Praça, já foi possível observar que os professores dos Guerreiros do Passo, utilizam nos seus encontros semanais no bairro do Hipódromo...
MAX LEVAY REGISTRA OS GUERREIROS DO PASSO
O pernambucano Max Levay, profissional de reconhecido talento da arte da fotografia, fez um bonito registro dos Guerreiros do Passo no último mês de março. O artista produziu...
FOCO NO APRENDIZADO
Hoje em dia a busca por um melhor condicionamento na arte desenvolvida pelos famosos passistas de frevo, tem levado alguns praticantes a sair por ai pulando de aula em aula...
FUNCULTURA aprova projeto dos Guerreiros do Passo
Escutaram nossas
preces, ouviram nossas queixas, sentiram nossas angustias. Até que enfim o bom
senso imperou. O trabalho esmorecido será aliviado. A folia carnavalesca poderá
agradecer, inspirará novas iniciativas, soerguerá novamente a altivez de um
grupo.
Por um momento o desamparo notório do passo desaparecerá. A justiça se fez. O apoio para quem realmente precisa de ajuda aconteceu. O Frevo poderá respirar um pouco mais forte e a dança pernambucana terá por um período um sopro de vivacidade. Foi reverenciada finalmente a nossa cultura. É isso mesmo minha gente, os GUERREIROS DO PASSO FORAM CONTEMPLADOS PELO FUNCULTURA.
ALELÚIA!!!
Festival Internacional de Dança do Recife atropela atividades dos Guerreiros do Passo
Projeto Frevo na Praça será interrompido no sábado dia 20 de
outubro
O Festival da Prefeitura do Recife que este ano está na sua 17ª edição, programou uma oficina de dança no mesmo dia e horário em que os professores do Guerreiros do Passo realizam seus trabalhos na Praça Tertuliano Feitosa, no bairro do Hipódromo.
O fato lamentável, demonstra pouca ou nenhuma
consideração do festival com a história do grupo, que mantém há mais de sete
anos no local seus encontros com oficinas de frevo. O sábado, dia 20 de
outubro, entrou na programação, sem ao menos ter ocorrido um comunicado aos instrutores
do projeto.
Sabe-se que os Guerreiros do Passo não são os donos da Praça,
mas acredita-se que poderia ter havido uma melhor articulação por parte dos responsáveis pelo evento para evitar o choque das atividades. Não cremos numa simples falta de informação,
pois o grupo participou deste mesmo Festival por três anos consecutivos, tendo o
espaço e os horários, estando
também na programação.
Não se quer com este texto vitimizar o grupo e nem impedir as atividades do Festival, tão pouco diminuir o trabalho do artista responsável pela oficina. Apenas compreende-se que eles, (organizadores) poderiam ter evitado essa “coincidência”.
Às vezes, perguntam por que a fala dos Guerreiros é tão contundente. É nessas ocasiões que fica claro a falta de respeito e
o tamanho das instituições públicas perante a existência dos pequenos grupos
culturais da nossa cidade. A relação do maior X menor nunca foi tão impetuosa. Passam
por cima, esmagam o trabalho alheio, como se fosse uma história escrita numa
folha de papel rasgado. Já não basta a falta de apoio?
Tudo bem! Deixemos então
o espaço livre para a Prefeitura e à disposição do Festival. No dia 20 de outubro não serão realizadas as atividades
do Projeto Frevo na Praça.
As
oficinas retornam normalmente no dia 27.
A eleição no Recife e o Frevo
Antecipadamente
gostaria que ficasse claro aqui que não irei defender esse ou aquele partido, e muito menos
insinuar o apoio particular a qualquer político.
Ultimamente, tem-se falado muito da importância dessa ou
daquela legenda em estar à frente da Prefeitura, e do risco do candidato A ou B em
assumir o executivo municipal.
A ocorrência da presumível mudança, talvez gere
um desconforto inconsciente pela possibilidade da descontinuidade
das ações eleitoreiras tanto propagadas. Não creio que isso seja um ameaça. Até
porque a permanência desta gestão não impediu absurdos realizados no período em
que ela está na direção. Fala-se de suporte aos morros, ao mesmo tempo em que
se registra quase 3000 mil pontos de risco na cidade. A Saúde não existe, e
isso pessoalmente tenho comprovado nos últimos
meses. A educação é uma das piores do país, sem contar o grande caos que tem se
tornado o trânsito do Recife. Mesmo assim, eles insistem em se manter no poder,
inclusive, brigando internamente para isso acontecer.
Na
área cultural, especificamente na que tenho atuado, na dança, especialmente, no
Frevo, pouco ou absolutamente nada foi feito de significativo nos últimos anos.
Não menciono 20 ou 30 anos atrás, até porque não tinha uma convivência
profissional com o ritmo nesse tempo, e mesmo assim, ainda não havia nessa
época uma política pública do setor.
Hoje é tudo diferente, vivemos num momento de grande articulação social e de diversas redes culturais coletivas. E o que sentimos atualmente na pele, é o mesmo descaso repetido há quase dez anos ininterruptamente com a nossa dança. Não falo da dança contemporânea, balé, movimentos ou conceitos experimentais. Falo sim, da dança popular, do frevo do passista de rua, daquele que há tempos é visto como acessório carnavalesco das mídias, propagandas e discriminado pelo frevo musical burguês. E não venham me dizer que algumas pessoas não podem reclamar porque não se interessam e nem se fazem presentes em fóruns ou reuniões da classe. Como se isso justificasse, por exemplo, as discrepâncias dos pagamentos atrasados dos artistas locais perante o tratamento dispensado aos que vêm de fora. E pelo que sei, a condição privilegiada desses que vem de fora, não foi conquistada em reuniões presenciais nos fóruns locais. O que noto de fato, é um constante blá, blá, blá e pouca coisa verdadeiramente realizada em prol de nossos artistas.
Em meio a tanta gente “articulada” e “interessada”, peço
que apontem uma melhoria advinda das políticas públicas para a dança.
Vejo
sim, muita gente tomando proveito de uma condição para amarrar contatos e
amizades, reforçando futuros apoios ou facilitações para seus projetos
pessoais e de grupos. Muita gente interessada em convencer adeptos do setor
para engrossar o cordão de forças para lutar simplesmente por uma identificação
sólida de uma caritativa imagem de âmbito profissional. Por favor, não me
forcem a dizer nomes, não quero ampliar o conceito de grupo “queimado” que os
Guerreiros do Passo têm no Recife. Não posso falar sobre ninguém, apenas
menciono aquilo que eu e meus amigos de luta temos visto e enfrentado na
militância cultural.
Ora, não é preciso ser um expert, para saber que o apoio ao frevo vai muito além de contratar
shows pirotécnicos para o Marco Zero
e disponibilizar recursos milionários a escolas de Samba para homenagear o ritmo em outro
estado. E quantos projetos aprovados em editais alterou o julgamento que
temos sobre a precariedade e o descaso com o passista e sua dança?
É preciso dá o real suporte aos autênticos fazedores, e não apenas realizar arrastões multiculturais ou instituir novas denominações como “detentores” para valorizar nossos artistas.
É preciso dá o real suporte aos autênticos fazedores, e não apenas realizar arrastões multiculturais ou instituir novas denominações como “detentores” para valorizar nossos artistas.
Por
outro lado, é preciso criar uma consciência entre nós, passistas, que só conseguiremos
melhorias profissionais, se deixarmos de nos vender por roupas
coloridas de cetim ou por apresentações de 20 e 30 reais. Ainda somos
considerados indivíduos com força cultural medíocre e sem fala relevante para
tentar influenciar o campo da dança. Só quem é ouvido, são os nomes
tradicionais e graúdos da cidade. Até porque, quando esses decidem falar, o
terror toma conta das diretorias das secretarias de cultura e das redações dos
jornais com colunas de arte. Vai dizer que fulano ou sicrano não terão seus
projetos aprovados ou estão insatisfeitos com alguma coisa... o bicho pega! E
nenhum representante público gostaria de saber que seu “competente” nome está
ligado às críticas dos profissionais da esfera em que ele atua.
Acho
que chegou a hora de mudar, e um dos pilares esperançosos da mudança é a
democracia, a alternância de comando, que além de ser vital ao processo, é,
sobretudo, saudável para qualquer sistema político de um país sério.
Não
podemos mais assistir a arrogância quando visitamos repartições e departamentos
da Prefeitura, observando gente se achando donas da cultura e tendo a certeza
que quem manda são elas. Chega! Estas pessoas poderiam refletir sobre o que é
servir ao povo, e não transformar a prefeitura em uma entidade afável do prazer alheio
e estrangeiro. Cabide! Isso, cabide de emprego é o que mais se vê. Líderes
comunitários e culturais cada vez mais cooptados e atrelados a esquemas de
bases de votos de indivíduos humildes e de instituições ligadas aos ciclos
culturais nas periferias. São com coisas assim que eles conseguiram se manter
no poder até agora.
E o que vai acontecer se não mudar a gestão? Não sei. Pra
mim não importa qual o partido e quem será o novo dirigente. Apenas acredito
que poderíamos ter outro pensamento para a valorização de nossa cultura. Uma grande revolução começa
por pequenas ações, e um governo que não respeita sua tradição e a cultura
principal de seu povo, não pode ser um bom administrador em outras áreas. O resultado está ai, mostrado pela rejeição dos atuais dirigentes. Depois, se mesmo assim nada mudar, pelo menos teremos a consciência que
tentamos fazer algo diferente.
Evoé!
Eduardo Araújo
Mais um sábado especial
PROJETO FREVO NA PRAÇA DOS GUERREIROS DO PASSO É
TOMADO PELAS CRIANÇAS
Quem esteve no espaço de
oficinas utilizado pelos Guerreiros do Passo neste sábado, dia 29 de setembro,
pôde comprovar mais um fenômeno de participação no lugar. Passistas diversos e
dezenas de crianças estiveram na Praça para participar da aula de dança,
resultando em um momento marcante e num colorido especial.
O reforço se deu,
através da visita de alunos da Escola
Alegria do Saber, do município de Camocim
de São Félix, interior pernambucano. Uma tarde de festa proporcionada pelos
passistas mirins, que deram um verdadeiro exemplo de participação e dedicação ao frevo,
demonstrando que o nosso ritmo maior, com eles, certamente irá se perpetuar ainda por muito
mais tempo.
Parabéns à
direção da
Escola pela iniciativa de apresentar, na prática, o fazer cultural aos
alunos,
e nossos cumprimentos aos colaboradores, professores, e especialmente, a
Irleide Souza. Desde já, afirmamos que estamos à disposição de qualquer
instituição e/ou escola que queira também organizar suas visitas e fazer
o passo conosco.
Sejam todos bem vindos!
Guerreiros do Passo é destaque na TV Jornal SBT
A reportagem realizada no
dia 14 de setembro (dia Nacional do Frevo), foi apresentada nesta quarta, dia
20.
O Frevo invade a Praça do Hipódromo em plena sexta-feira
Um grande público festeja o Dia
Nacional do Frevo na Praça Tertuliano Feitosa.
Realizada
especialmente para comemorar a segunda data anual do ritmo maior do nosso
estado, a oficina de dança dos Guerreiros do Passo que tradicionalmente ocorre aos
sábados, foi realizada especialmente num dia extra, sexta feira. A data excepcional de
comemoração (14 de setembro), foi instituída pelo Governo Federal em 13
de janeiro de 2009.
Para
isso, um grande público aceitou a sugestão do grupo, e diversos participantes de
todas as idades estiveram presentes para festejar a data especial. A
emissora, TV Jornal,
afiliada do SBT, registrou as atividades, colhendo imagens e entrevistas dos
integrantes do projeto. À frente dos trabalhos estavam os professores Valdemiro
Neto e Gil Silva.
Lembrando que a aula do sábado (15), ocorreu normalmente.
Lembrando que a aula do sábado (15), ocorreu normalmente.
Americanos e canadenses caem no passo na Praça do Hipódromo
Guerreiros do Passo recebem visita de membros do Friendship Force International
O Projeto
Frevo na Praça recebeu neste sábado dia 08 setembro, a visita de alguns
integrantes do Friendship Force International. Friendship Force é uma organização sem fins
lucrativos, que realiza intercambio cultural internacional, através de um
programa fundado em 1977, nos Estados Unidos da América. Conhecidos como "Embaixadores da Amizade", os membros dessa
organização viajam trocando experiencias, informações e conhecimentos com
outros associados espalhados pelo mundo, em mais de 50 países.
Dessa vez estando em Recife, o grupo muito
especial de membros que vieram dos EUA e Canadá, aproveitaram para cair no
frevo no “Projeto Frevo na Praça”, e ficaram encantados. Conheceram como a dança pernambucana
é realizada em grande palco a céu aberto, na bela Praça Tertuliano Feitosa.
Edna Pimentel, responsável pela apresentação do grupo ao Projeto, ficou feliz de ver que seus amigos caíram no passo. Edna tinha certeza que participando de uma tarde com os Guerreiros, repetindo os diversos movimentos que facilitam o aprendizado da dança, eles seriam picados pelo micróbio do frevo. Frevaram e provaram que são cidadãos temporários do Recife, a terra do frevo e do Maracatu. E todos saíram felizes de terem terminado o dia, dançando em uma Praça do Recife.
Referência do outro lado do mundo
Grupo
Guerreiros do Passo foi tema de estudo em Congresso Acadêmico no Japão
O professor de Educação Física da Tokyo Gakugai University, Chikashi Kambe, apresentou no 63º Congresso da Sociedade de Educação Física, Saúde e Ciências Esportivas do Japão,
que se realizou de 22 a 24 de agosto de 2012, em Toukai, Universidade
que fica na província de Kanagawa, próximo da cidade de Tóquio, um
estudo sobre as atividades e ações desenvolvidas pelo grupo Guerreiros
do Passo.
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| Cartaz do Congresso |
Chikashi
Kambe é um profissional que já vem pesquisando o frevo e o carnaval
pernambucano há alguns anos, inclusive, conhecia de perto o Mestre
Nascimento do Passo e sua obra. Foi através do Mestre que o docente
aproximou-se dos integrantes do grupo. Veja uma matéria sobre a última
visita do educador na nossa cidade, clicando aqui.
No
congresso japonês, Chikashi apresentou um estudo sobre os Guerreiros na
seção Antropologia do Esporte e Dança. O título do trabalho foi “Um Projeto para transmitir o Frevo à geração futura: A tentativa dos Guerreiros do Passo”.
Para
isso, o professor baseou-se em pesquisas que realizou com o grupo na
própria cidade do Recife em 2009 e 2011; o website oficial dos
Guerreiros do Passo e a monografia de Lucélia Albuquerque de Queiroz,
que tem como tema central, as práticas do grupo.
Ainda na
Conferência, Chikashi explicou as circunstâncias de formação da instituição, o objetivo das atividades empreendidas pela
equipe de instrutores, e outras ações. Sobre as atividades, ele apresentou quatro
exemplos: as oficinas da Praça do Hipódromo; o Grupo de dança
“Guerreiros do Passo”; a agremiação carnavalesca “Troça o Indecente” e
um estudo sobre o frevo pernambucano.
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| Professor Chikashi Kambe |
Sem dúvidas este é um resultado de enorme relevância e um importante reconhecimento às atuações dos Guerreiros do Passo em outro país. O grupo agradece a referência do professor Kambe, compreendendo que isso é mais um estímulo para impulsionar os trabalhos, e continuar fazendo o que sempre fizeram, tratar o frevo com responsabilidade e respeito à cultura do nosso povo.
Tarde de festa na Praça do Hipódromo.
Obrigado à todos que estiveram presente para prestigiar a data festiva do grupo. Que venham muitos outros!










