NAS AULAS DOS GUERREIROS A GRANDE ESTRELA É O FREVO!

Veja algumas imagens e tire suas próprias conclusões.

UNIÃO ENTRE PASSISTAS, É POSSÍVEL?

OPINIÃO. Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo.

A FORÇA DA CAMISA AZUL

Nas aulas do Projeto Frevo na Praça, já foi possível observar que os professores dos Guerreiros do Passo, utilizam nos seus encontros semanais no bairro do Hipódromo...

MAX LEVAY REGISTRA OS GUERREIROS DO PASSO

O pernambucano Max Levay, profissional de reconhecido talento da arte da fotografia, fez um bonito registro dos Guerreiros do Passo no último mês de março. O artista produziu...

FOCO NO APRENDIZADO

Hoje em dia a busca por um melhor condicionamento na arte desenvolvida pelos famosos passistas de frevo, tem levado alguns praticantes a sair por ai pulando de aula em aula...

News - Guerreiros pretendem retornar às atividades abertas ao público ainda este ano/ Este site vai entrar em manutenção.

Mais um sábado especial

PROJETO FREVO NA PRAÇA DOS GUERREIROS DO PASSO É TOMADO PELAS CRIANÇAS
Quem esteve no espaço de oficinas utilizado pelos Guerreiros do Passo neste sábado, dia 29 de setembro, pôde comprovar mais um fenômeno de participação no lugar. Passistas diversos e dezenas de crianças estiveram na Praça para participar da aula de dança, resultando em um momento marcante e num colorido especial.
O reforço se deu, através da visita de alunos da Escola Alegria do Saber, do município de Camocim de São Félix, interior pernambucano. Uma tarde de festa proporcionada pelos passistas mirins, que deram um verdadeiro exemplo de participação e dedicação ao frevo, demonstrando que o nosso ritmo maior, com eles, certamente irá se perpetuar ainda por muito mais tempo.
Parabéns à direção da Escola pela iniciativa de apresentar, na prática, o fazer cultural aos alunos, e nossos cumprimentos aos colaboradores, professores, e especialmente, a Irleide Souza. Desde já, afirmamos que estamos à disposição de qualquer instituição e/ou escola que queira também organizar suas visitas e fazer o passo conosco. 
Sejam todos bem vindos!

Guerreiros do Passo é destaque na TV Jornal SBT

A reportagem realizada no dia 14 de setembro (dia Nacional do Frevo), foi apresentada nesta quarta, dia 20.

O Frevo invade a Praça do Hipódromo em plena sexta-feira

Um grande público festeja o Dia Nacional do Frevo na Praça Tertuliano Feitosa.
Realizada especialmente para comemorar a segunda data anual do ritmo maior do nosso estado, a oficina de dança dos Guerreiros do Passo que tradicionalmente ocorre aos sábados, foi realizada especialmente num dia extra, sexta feira. A data excepcional de comemoração (14 de setembro), foi instituída pelo Governo Federal em 13 de janeiro de 2009.

Para isso, um grande público aceitou a sugestão do grupo, e diversos participantes de todas as idades estiveram presentes para festejar a data especial. A emissora, TV Jornal, afiliada do SBT, registrou as atividades, colhendo imagens e entrevistas dos integrantes do projeto. À frente dos trabalhos estavam os professores Valdemiro Neto e Gil Silva.
Lembrando que a aula do sábado (15), ocorreu normalmente.

Americanos e canadenses caem no passo na Praça do Hipódromo

Guerreiros do Passo recebem visita de membros do Friendship Force International
O Projeto Frevo na Praça recebeu neste sábado dia 08 setembro, a visita de alguns integrantes do Friendship Force International. Friendship Force é uma organização sem fins lucrativos, que realiza intercambio cultural internacional, através de um programa fundado em 1977, nos Estados Unidos da América. Conhecidos como "Embaixadores da Amizade", os membros dessa organização viajam trocando experiencias, informações e conhecimentos com outros associados espalhados pelo mundo, em mais de 50 países.
Dessa vez estando em Recife, o grupo muito especial de membros que vieram dos EUA e Canadá, aproveitaram para cair no frevo no “Projeto Frevo na Praça”, e ficaram encantados. Conheceram como a dança pernambucana é realizada em grande palco a céu aberto, na bela Praça Tertuliano Feitosa.

Edna Pimentel, responsável pela apresentação do grupo ao Projeto, ficou feliz de ver que seus amigos caíram no passo. Edna tinha certeza que participando de uma tarde com os Guerreiros, repetindo os diversos movimentos que facilitam o aprendizado da dança, eles seriam picados pelo micróbio do frevo. Frevaram e provaram que são cidadãos temporários do Recife, a terra do frevo e do Maracatu. E todos saíram felizes de terem terminado o dia, dançando em uma Praça do Recife.

Referência do outro lado do mundo

Grupo Guerreiros do Passo foi tema de estudo em Congresso Acadêmico no Japão
Cartaz do Congresso
O professor de Educação Física da Tokyo Gakugai University, Chikashi Kambe, apresentou no 63º Congresso da Sociedade de Educação Física, Saúde e Ciências Esportivas do Japão, que se realizou de 22 a 24 de agosto de 2012, em Toukai, Universidade que fica na província de Kanagawa, próximo da cidade de Tóquio, um estudo sobre as atividades e ações desenvolvidas pelo grupo Guerreiros do Passo.

Chikashi Kambe é um profissional que já vem pesquisando o frevo e o carnaval pernambucano há alguns anos, inclusive, conhecia de perto o Mestre Nascimento do Passo e sua obra. Foi através do Mestre que o docente aproximou-se dos integrantes do grupo. Veja uma matéria sobre a última visita do educador na nossa cidade, clicando aqui.

No congresso japonês, Chikashi apresentou um estudo sobre os Guerreiros na seção Antropologia do Esporte e Dança. O título do trabalho foi “Um Projeto para transmitir o Frevo à geração futura: A tentativa dos Guerreiros do Passo”.

Professor Chikashi Kambe
Para isso, o professor baseou-se em pesquisas que realizou com o grupo na própria cidade do Recife em 2009 e 2011; o website oficial dos Guerreiros do Passo e a monografia de Lucélia Albuquerque de Queiroz, que tem como tema central, as práticas do grupo.

Ainda na Conferência, Chikashi explicou as circunstâncias de formação da instituição, o objetivo das atividades empreendidas pela equipe de instrutores, e outras ações. Sobre as atividades, ele apresentou quatro exemplos: as oficinas da Praça do Hipódromo; o Grupo de dança “Guerreiros do Passo”; a agremiação carnavalesca “Troça o Indecente” e um estudo sobre o frevo pernambucano.

Sem dúvidas este é um resultado de enorme relevância e um importante reconhecimento às atuações dos Guerreiros do Passo em outro país. O grupo agradece a referência do professor Kambe, compreendendo que isso é mais um estímulo para impulsionar os trabalhos, e continuar fazendo o que sempre fizeram, tratar o frevo com responsabilidade e respeito à cultura do nosso povo.

Tarde de festa na Praça do Hipódromo.

Obrigado à todos que estiveram presente para prestigiar a data festiva do grupo. Que venham muitos outros!

Perguntaram-me pela ocasião do aniversário dos Guerreiros do Passo: Como é fazer 7 anos de grupo?

Pois bem. Tento responder agora formulando outras indagações a quem possa interessar.

Como se constrói em sete anos um grupo de dança na nossa cidade?
Por quanto tempo se sustenta a existência cultural sem ter o amparo ideal?
Quantos nãos receberemos na suada trajetória sem esmorecer?
Que quantidades de vezes são aceitáveis para aguentarmos as negativas nos editais?
Quantas vezes serão roubadas nossas ideias sem notarmos?
Quantas viagens e excursões desnecessárias faremos para abrandar nossas condições?
Quanto cinismo e incapacidade temos que observar nos gestores sem desanimar?
Quantas panelinhas teremos que fazer parte para sermos indicados?
Quantos políticos safados temos que acolher para que nossa ação não corra risco de acabar?
Quantos sins fingidos notaremos em algumas reuniões em que temos de participar?
Quantos sapos ainda teremos que degustar?
Quantas inimizades nutriremos com a luta e com o trabalho diário?
Quantos amigos serão suficientes para as tristezas suavizar?
Até quando faremos parte de combinações e acordos da boca pra fora sem reclamar?
Quantas hostilidades teremos que enfrentar sem desmoronar?
Quantos invejosos teremos que espantar para o azar não chegar?
Quantas merdas, intrigas e idiotices de alguns babacas temos que ouvir sem nos cansar?
Quantas vezes tenho que escutar: deixa essa porcaria de frevo pra lá e vai procurar o que fazer, sem me importunar?
Quantas lágrimas são necessárias cair neste momento para que eu pare de chorar...?

Guerreiros do Passo é mais do que um grupo, é acima de tudo, obstinação e resistência!
Eduardo Araújo









Um mestre em cada esquina

Depois do falecimento do famoso passista Francisco do Nascimento Filho, um fenômeno de supostos novos mestres da dança do frevo está começando a surgir em Pernambuco.

ARTIGO
Sem o olhar atento do último profissional que era legitimamente considerado um mestre da dança recifense - Nascimento do Passo - está aparecendo atualmente relatos e conversas entre alguns dançarinos, a respeito de passistas e pseudos foliões do nosso carnaval, que estão desejando se transformar, de uma hora pra outra, nos novos possíveis mestres da dança do frevo. O mais estranho disso tudo, é saber que esses autênticos passistas, que apenas há alguns anos deram início à sua trajetória, muitas vezes estimulam o fato e concordam em aceitar a indevida e imérita alcunha.
Imagino como seria a transformação da história de vida de esforçados profissionais de dança, na construção da biografia de um verdadeiro mestre do passo. Será que se faz um pelo certo número de aulas ministradas, apresentações ou por alguns anos pulando nos carnavais de Olinda e Recife? Se for assim, teremos um mestre em cada esquina e todo grupo que se preze terá o seu.
Pergunto-me qual a real necessidade disso. Seria o mais urgente a fazer? Sem avaliar a tolice que estão fazendo, buscam chamar a atenção para uma tênue carreira, sem compreender que nem mesmo os seus colegas mais próximos lhes dão o respaldo necessário para legitimar esta condição. Creio que a atitude seja uma saída para um mercado artístico saturado, em uma região em que os passistas se acotovelam, buscando as luzes mais brilhantes de uma notoriedade tanto desejada, e criando, talvez, um diferencial para se sobressair em meio a tantos iguais.

Não questiono a qualidade de determinados dançarinos que hoje estão espalhados pelo nosso Estado e até fora do país, alguns, com trabalhos reconhecidamente louváveis e suficientemente merecedores de aplausos. Mas, a despeito disso, começarmos a instituir graduações de toda forma para satisfazer desejos pessoais e massagear os egos insatisfeitos de artistas frustrados, é outra história.

Que responsabilidade há, quem, por um excesso de egoísmo propaga informações tão autoelogiáveis? E como ficam àqueles que só há pouco convivem com os prováveis “catedráticos do passo”, e de alguma forma podem ser persuadidos a ampliar o caso? Já pude observar desavisados alunos exaltando alguns dançarinos, cognominando meros instrutores de frevo, de mestre.

Existia uma máxima no discurso nazista que dizia: “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”.

Afirmo que a intenção aqui não é criar polêmica, até porque tenho muitos amigos no meio, entretanto, gostaria que houvesse um esforço de raciocínio por parte dos envolvidos, para estabelecer um diálogo constituído pelo bom senso, numa análise voltada realmente para aspectos importantes do frevo. Não deixando que interesses pessoais desvirtuem uma discussão que poderia abarcar questões muito mais relevantes para o nosso ritmo centenário. Poderíamos iniciar este debate fazendo diversas abordagens, como: a falta de apoio institucional para a dança; a carência de políticas públicas para os passistas; a ausência de engajamento da classe; a injusta relação de certos produtores no trato com alguns grupos. Mas, um ponto em especial venho analisando há um tempo: a constante padronização do passo, fenômeno que tem se proliferado por escolas, grupos e que nada traz de produtivo para o futuro do frevo.

Quando ingressei na Escola Municipal de Frevo do Recife no final de 1997, tive a impressão que estava num ambiente de formação cultural singular, e apesar de saber que todos ali tiveram a mesma base e passaram pelos mesmos ensinamentos contidos no Método Nascimento do Passo, nas exibições individuais, nas “rodas” ou mesmo em apresentações, assinalava-se sempre uma performance única e maravilhosamente imprevisível, numa demonstração de habilidade técnica elevada, proporcionada por uma metodologia que estimulava realmente o dançar autêntico e espontâneo de Pernambuco.

Enquanto isso acontecia na Escola, não era difícil observar na cidade outros diferentes estilos de fazer o passo, e como se tornava comum identificar a procedência de determinados passistas. Quem acompanha a folia pernambucana há pelo menos uns quinze anos sabe o que estou dizendo. Hoje, parece que todos são iguais, não havendo diferença entre os dançarinos de Recife, Olinda ou de qualquer outro lugar - salvo algumas exceções - onde a distinção esteja apenas nas “pintas” realizadas.
Mesmo assim, parece que esses temas não têm despertado a atenção dos novos e ilusórios mestres do passo. Talvez porque eles estejam mais preocupados em ajustar seus currículos e olhar seus umbigos, do que perder tempo com assuntos que não chamam a atenção do público.

O frevo não será melhor ou pior com o estabelecimento intencional de novos doutores da dança, e se houver mestres, que haja por mérito e com a evolução natural de seu ofício e das intervenções significativas que estes, porventura, tenham produzido no decorrer dos anos. Egídio Bezerra, Coruja, Sete Molas e o próprio Mestre Nascimento, não foram criados por reuniões ou por escolhas aleatórias. Tiveram acima de tudo, o reconhecimento da sociedade pelo empenho em difundir sua arte, fazendo dela não só um meio de sustento e enaltecimento pessoal, mas, sobretudo, porque eram trabalhadores incansáveis e artífices fundamentais de sua essência.

Como podemos vislumbrar mestres sem ter acumulado legado e sem discípulos?

Obter reconhecimento custa tempo, prática, e não combina com a maneira que as pessoas atualmente estão acostumadas a pensar. Às vezes, o trabalho de formiguinha - aquele construído através de pequenas descobertas, experiências, erros e acertos do dia a dia - traz muitas alegrias, e ao contrário do que muitos pensam, é extremamente importante para a edificação de uma história cultural nas manifestações populares. O difícil é conhecer quem esteja disposto a esperar. E não adianta querer comparar outros segmentos da cultura tradicional para estabelecer um referencial facilitador que possa estreitar o caminho, e sirva como mote para o almejado e sonhado titulo. Um mestre de frevo deve ser legitimado pelo próprio frevo, e fundamentalmente aceito pela sua classe.

Aqueles que pretensiosamente ambicionam um lugar de destaque na nossa dança, até agora não exteriorizaram com conveniente eloquência as opiniões sobre o ato, e nunca deixaram claro em que ideias se baseiam para aprontar tamanho delírio. Como aconteceria a avaliação, quais critérios, formas e sob qual peso cultural esses indivíduos seriam submetidos? Se isso não acontece, sou forçado a acreditar que desejam assemelhar-se ao mais recente mestre conhecido. E só por isso, já seria uma tremenda insensatez.

Expondo uma nítida carência íntima, o ato de criação dos “neomestres do frevo”, além de não esconder o desejo de alguns quererem ser vistos como artistas acima dos padrões convencionais, também não encobre um possível e descabido interesse financeiro nos planos. De acordo com o próprio Nascimento do Passo, não creio que esta notícia iria lhe despertar maiores entusiasmos. Sua trajetória passou por caminhos muito mais significativos do que simplesmente colher apoio em favor de uma graduação desnecessária e sem a devida estrutura histórica.

No caso dos Guerreiros do Passo, nenhum professor do grupo, mesmo àqueles que tenham se originado nas aulas de Nascimento, não carregam a designação, não a desejam e sentem-se desrespeitados quando o fazem propositalmente.

Lembrando que um dos princípios essenciais no estabelecimento da maestria é o tempo, sugiro aos aspirantes a mestres que continuem trabalhando, deixem de superficialidades, abram mais espaços, ponham a cara com coragem e defendam sua dança, formem multiplicadores, constituam técnicas, unam-se, assimilem conhecimentos, repassem saberes, respeitem seus colegas, sejam criativos, criem/recriem seus métodos. E com isso, quem sabe, daqui uns 30 ou 40 anos, tenham uma posição de destaque nas manifestações populares, e possam, também, ter seu nome registrado na história do frevo pernambucano.

Vivam os verdadeiros Mestres do Passo!


Eduardo Araújo

Guerreiros do Passo estão batendo recorde de participação

MAIS UM SÁBADO DE GRANDE MOVIMENTO NO PROJETO FREVO NA PRAÇA NO HIPÓDROMO.
Vários passistas estiveram presentes para fazer os diversos passos do Frevo neste último sábado, dia 11 de agosto, na belíssima Praça Tertuliano Feitosa na zona norte do Recife. O resultado foi um número de participação expressivo que admirou à todos que compareceram ao lugar. As imagens não negam que o espaço utilizado pelo grupo está se tornando um ponto obrigatório dos apreciadores e profissionais do ritmo. Lembremos que estamos apenas no mês de agosto, e o público apresentado representa uma significativa conquista para aqueles que achavam que o frevo era um produto cultural exclusivo do carnaval.

Guerreiros do Passo mantêm a mesma média de público

Cerca de 27 alunos participaram da oficina realizada pelos Guerreiros do Passo neste sábado, dia 04 de agosto. O Projeto vem mantendo uma boa média de participação durante os encontros, e a expectativa da diretoria é que este número deva se manter até o carnaval.
O Projeto Frevo na Praça é uma ação gratuita, direcionada a todo e qualquer interessado em fazer o passo do Frevo. A iniciativa acontece todos os sábados às 15 horas, na Praça Tertuliano Feitosa, no bairro do Hipódromo - Recife.