NAS AULAS DOS GUERREIROS A GRANDE ESTRELA É O FREVO!

Veja algumas imagens e tire suas próprias conclusões.

UNIÃO ENTRE PASSISTAS, É POSSÍVEL?

OPINIÃO. Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo.

A FORÇA DA CAMISA AZUL

Nas aulas do Projeto Frevo na Praça, já foi possível observar que os professores dos Guerreiros do Passo, utilizam nos seus encontros semanais no bairro do Hipódromo...

MAX LEVAY REGISTRA OS GUERREIROS DO PASSO

O pernambucano Max Levay, profissional de reconhecido talento da arte da fotografia, fez um bonito registro dos Guerreiros do Passo no último mês de março. O artista produziu...

FOCO NO APRENDIZADO

Hoje em dia a busca por um melhor condicionamento na arte desenvolvida pelos famosos passistas de frevo, tem levado alguns praticantes a sair por ai pulando de aula em aula...

News - Guerreiros pretendem retornar às atividades abertas ao público ainda este ano/ Este site vai entrar em manutenção.

Secretaria de Cultura do Recife desconhece Encontro de Salvaguarda do Frevo

Em entrevista na Rádio CBN na tarde do dia 08 de julho, a Secretária de Cultura do Recife, LEDA ALVES, juntamente com o presidente da Fundação de Cultura, Roberto Lessa., ao responder a pergunta de um ouvinte (o ouvinte é Eduardo Araújo), afirmaram que desconhecem a existência do 2° Encontro de Salvaguarda do Frevo realizado no mês de abril.

Escute alguns trechos da entrevista em que os representantes da Prefeitura falam do assunto.
A entrevista completa está disponível em: Rádio CBN Recife

Guerreiros botam pra ferver!

Retorno das aulas do Projeto Frevo na Praça levou diversos passistas a Praça do Hipódromo neste último sábado, dia 06 de julho. Os Guerreiros iniciaram com grande entusiasmo as atividades do segundo semestre de 2013, num indicativo que os próximos encontros deverão ser ainda mais movimentados. Todos os sábados às 15 horas e nas quartas às 19 horas, o grupo oferece as oficinas gratuitas. Participe você também!

O Frevo está de volta! Guerreiros do Passo retornam com suas oficinas

Neste sábado com greve de ônibus ou não, os Guerreiros do Passo darão inicio as atividades do segundo semestre do Projeto Frevo na Praça no bairro do Hipódromo. A partir das 15 horas, os professores do grupo estarão à disposição de todos para conduzir os trabalhos com bastante energia, alegria e muito frevo no pé. Contamos com sua a presença!

Serviço:
Projeto Frevo na Praça - Guerreiros do Passo
Local: Praça Tertuliano Feitosa - Hipódromo
Dias e horários: Todos os sábados às 15 horas e quartas às 19 horas.

Despertamos do berço esplêndido


É, parece que a nação brasileira acordou mesmo. Mas com uma diferença. De repente os políticos viraram mote para plataforma de indignação de todo brasileiro insatisfeito com a falta de investimentos sociais, aumentos de passagens e uma série de outras importantes demandas que tradicionalmente são desrespeitadas no nosso país. E nas redes sociais não é diferente. 

Desta vez, nossos revolucionários não estão engajados por temas exteriores e nem sendo levados por discursos de uma ilusória paz mundial ou pelas injustiças praticadas contra o povo palestino. Apesar de serem legítimas, as questões externas não tocavam na sinceridade da opinião pública e não se constituíam como fortes motivadoras dos anseios locais, figurando mais como um costume de alguns dos nossos jovens em querer entrar na onda dos outros, numa mania brasileira de sempre viver a imitar a moda de fora. O momento presente nos indica que o tempo de alienados se foi. Será? Passamos um longo período preocupados com os queixumes de lá, e tínhamos esquecido da precariedade dos serviços públicos de cá, e da má gestão dos recursos administrados pelos nossos governantes.

Espero que a luta não esmoreça logo depois da empolgação do momento, desejando que sejamos fiéis partícipes dos levantes iniciados no sul, mostrando que no Nordeste também existem muitos mais motivos para reivindicar. Aproveitemos a grande mídia que se encontra no país pelo advento da Copa das Confederações, e mostremos que aqui, além de futebol, carnaval e coisa e tal, também corre sangue insurgente nas veias do povo.

Tenhamos consciência que falta muita coisa, é apenas o início. Mas, finalmente estamos começando a fazer a tarefa de casa.
Eduardo Araújo

Passistas buscam novas oportunidades com os festejos juninos

Atualmente estamos assistindo vários artistas do frevo migrando para as quadrilhas juninas. Coreógrafos, dançarinos e carnavalescos de esferas distintas buscam um território mais propício para suas habilidades profissionais. E os passistas? Acostumados com a procura da notoriedade pessoal e de um maior destaque em suas exibições individuais, como estão lidando num universo cultural onde o segredo do sucesso é o coletivo? Administrar egos num ambiente onde o conjunto é o elemento fundamental parece ser um grande desafio.

Talvez por serem polivalentes e de grande capacidade artística, possam transitar por caminhos outros que não sejam aqueles que foram responsáveis pelo início de sua vida coreográfica. Ou quem sabe, um indício de uma conformação de suas frágeis aptidões, ou ainda, uma saída para o “mesmificado” mundo da dança local.

É importante frisar que não importa os motivos que faz alguém escolher essa ou aquela direção. Acredito que ninguém esteja errado por isso. O negócio aqui é fazer uma reflexão sobre o novo comportamento e os componentes motivadores dessas novas escolhas. Trabalhar e se manter artisticamente numa cidade com índices de apoio cultural tão insignificantes, possa ser um fator preponderante para o fenômeno.

Do mesmo modo, não podemos desprezar a inclinação espontânea de certos indivíduos em querer aventurar-se por caminhos múltiplos, sem pretender dedicar-se exclusivamente a uma única vertente da dança. Muitas vezes, alguns nem gostam de serem chamados de passistas, e creio que o façam não propositalmente, mas, imagino que seja uma negação involuntária de uma condição que tenderia a diminuir a sua apreciação como um bom profissional. Até o termo “dançarino popular” tem sumido, optando muitas vezes pela denominação de bailarino. Uma pena, pois vi muitos que estão ai principiando como passistas, e hoje, estando numa situação mais favorável, não demonstram absolutamente nenhum orgulho disso, preferindo a expressão em moda, por achar que a mesma se acomoda melhor ao conceito de um verdadeiro artista e adaptável às novas oportunidades que possam surgir.

Diferentemente de outros, reconheço alguns que têm satisfação imensa em ter nascido no mundo da dança como passista, e mesmo que enveredem por caminhos diferentes, serão sempre ferrenhos defensores a exaltar a natureza da sua origem. 

Enquanto isso, entendo que é cada vez mais inviável construir uma história sólida nas manifestações populares, com artistas em busca de novas experiências e donos de habilidades admiravelmente tão diversas, porém, incapazes de prestar especial dedicação a uma única arte. Consagrar num futuro próximo “mestres da dança” também parece ser uma tarefa quase irrealizável. Em dado momento são “quadrilheiros”, em outro, brincantes de pastoril, atores da encenação da paixão, e assim vão, navegando em cada onda que aparece, até chegar o próximo carnaval.
Eduardo Araújo

O Brasão dos Guerreiros do Passo

Conheça uma particularidade especial da marca do grupo
Imagem da ilustração antes da reforma da Praça do Hipódromo
Foto captada pelo Google Street View em janeiro de 2012
O símbolo que representa uma sombrinha de frevo na marca dos Guerreiros do Passo, vem chamando a atenção e produzindo certa estranheza naquelas pessoas que não estão acostumadas com o desenho pouco habitual do instrumento principal do passista. 
Como foi muito bem explicado no Conceito da Marca, disponível aqui no blog, a identidade visual dos Guerreiros, além de ter sido idealizada com elementos característicos do nosso ritmo, levou uma forte influência da Praça do Hipódromo, tendo recebido a reprodução de uma ilustração existente na pavimentação da mesma.

O designer JORGE HOPPER, quis vincular simbolicamente este fragmento gráfico na identidade visual do grupo, visto que a Praça representa grande importância e carrega valiosa estima por todos que integram os Guerreiros do Passo. A vinheta, como é chamada pelo profissional criador, é uma ilustração originada das famosas “calçadas de pedras portuguesas”, e sua implantação na nossa cidade remonta às primeiras décadas do século XX, quando o Recife passava na época por uma reforma urbanística. As gravuras exibiam temas diversos, muitas delas alusivas à formas alegóricas da história clássica, disponibilizadas num verdadeiro museu a céu aberto.

Calçada do Parque Treze de Maio
Infelizmente, o descaso imposto pelos poderes públicos tem reservado tratamento inadequado a estes exemplares singelos do nosso chão, ficando cada vez mais raro observá-los pelas ruas e pátios da cidade.
E a Praça Tertuliano Feitosa (conhecida como Praça do Hipódromo) também passou recentemente por uma desrespeitosa ação de descaracterização do seu Projeto arquitetônico. Com a reforma realizada na Praça em 2012, a Prefeitura do Recife, na gestão do prefeito João da Costa, alterou o projeto original dessa ilustração no piso do lugar, inserindo um gráfico diferente do anteriormente colocado. O fato lamentável passou despercebido pela comunidade e nem sequer provocou alarido perante àqueles que deveriam salvaguardar a memória cultural do nosso povo.
Rua Marquês de Olinda, Recife Antigo

Graças a alguns registros fotográficos, foi possível recuperar a imagem do formato antigo da vinheta, e com isso, podemos eternizá-la aqui, já que a Prefeitura não o fez na prática. Como demonstração, disponibilizamos outras figuras que ainda estão expostas nos calçamentos do centro da cidade, inclusive, algumas bem parecidas e outra idêntica a que foi utilizada na marca dos Guerreiros. Ela fica na calçada que circunda a Câmara de Vereadores do Recife.
Calçada da Câmara Municipal do Recife - Novembro de 2011



O carnaval do Recife, intimamente ligado às agremiações pedestres, foi construindo sua história através desses calçamentos e sobre os paralelepípedos impregnados de confetes e serpentinas de glórias, traduzindo a base de todas as nossas tradições culturais. Ali passaram cortejos triunfantes e passistas inesquecíveis escreveram suas biografias sob delirante euforia momesca. E tudo isso agora passa a existir poeticamente no coração e na alma de todos os Guerreiros do Passo, simbolizado por um “Brasão”, um “selo de originalidade”, que em conjunto com o todo da marca, nos conduzem a uma composição visual única, surpreendente e absolutamente com a cara do Frevo pernambucano. Viva o Guerreiros do Passo!

Eduardo Araújo

Guerreiros do Passo divulgam sua nova marca

Depois de um trabalho de pesquisa criterioso do seu criador e de algumas consultas realizadas ao público, os Guerreiros lançam neste momento sua comunicação visual. 
A nova identidade visual proposta para o grupo apresenta os símbolos e as cores que reúnem conceitos modernos da arte visual e aspectos característicos do autêntico frevo pernambucano. A aparência inovadora traz na sua feição a marca da qualidade no fazer cultural do grupo, concebida com o auxílio de um profissional experiente e reconhecido do designer gráfico do Estado.

Jorge Hopper, diretor de criação da Agência Iris, soube exprimir de forma apropriada os elementos que em conjunto refletem a originalidade e toda a energia acumulada do grupo com a dança do frevo, sem alterar em nada a hegemonia dessa turma boa que tradicionalmente vem carregado nas veias o amor pela cultura principal do nosso povo. Os tons escolhidos para representar a marca são azul e o branco.

A partir de agora, os Guerreiros do Passo terão sua comunicação visual baseadas nos conceitos descritos a seguir.
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CONCEITUAÇÃO DA MARCA
A identidade visual proposta para os Guerreiros do Passo usa como elemento básico para sua concepção o movimento, tanto do corpo quanto do conjunto dos passistas de frevo e na fluidez característica do ritmo. Uma vinheta como elemento gráfico traz a particularidade da Praça do Hipódromo ao desenho final.

A intenção é que, ao se olhar a marca, se tenha a impressão de ver o frevo acontecendo, o passista que se destaca, a multidão aglomerada e a “algazarra” nas ruas. Quase como se fosse possível ouvir um frevo ao observá-la.

A fluidez do conjunto só é interrompida pelo desenho da vinheta que faz às vezes de sombrinha. A ideia aí é destacar um elemento gráfico existente no piso da Praça do Hipódromo, a origem do grupo, o seu berço, a sua base. A sombrinha é, portanto, o “brasão”, o selo de originalidade dos Guerreiros do Passo.

A ideia de uma sombrinha com desenho próprio, exclusivo, irá auxiliar na diferenciação com outros grupos e instituições que costumeiramente usam o tradicional instrumento do passista como representação. Será a “sombrinha dos Guerreiros”.

A marca procura atender também à necessidade de se adaptar às inúmeras formas de uso, como também a facilidade de reprodução. Os elementos podem ser usados até mesmo soltos, formando estampas e em tons diferentes, de acordo com o momento e as ações do grupo. Portanto, numa apresentação para o evento da Copa do Mundo, por exemplo, as cores podem ser adaptadas às da bandeira do Brasil. Porém, em materiais institucionais como sites e documentos oficiais, as cores deverão ser as da versão original (azul e branco).

A nova marca vem para transmitir a liberdade, a distinção, a alegria e a força dos Guerreiros do Passo.
JORGE HOPPER DESEGN GRÁFICO/PUBLICIDADE







Um sábado de muito frevo no sertão

Agradecemos à todos pelos maravilhosos momentos proporcionados ao grupo Guerreiros do Passo na cidade de Arcoverde (11/05). Especialmente ao dirigente Romildo da Escola Médici e a Kleber Araújo do Cocar. Fomos recepcionados por um carinho enorme e tratados como artistas de primeiro mundo. OBRIGADO!

Cidade de Arcoverde recebe os Guerreiros do Passo

Os passistas se apresentarão no sertão pernambucano no dia 11 de maio.
O grupo Guerreiros do Passo pega a estrada neste final de semana para realizar uma oficina de dança e apresentação do seu conhecido espetáculo intitulado O Frevo. O local desta vez é a cidade de Arcoverde, interior do Estado.
Os trabalhos farão parte do evento de lançamento do projeto educacional Frevo, Capoeira e Passo, iniciativa promovida pelos dirigentes da Escola Estadual Presidente Médici.
Além da participação do grupo, os responsáveis pelo evento fizeram parceria ainda com o COCAR – Coletivo Cultural de Arcoverde.

Segundo os organizadores, o nome do projeto tem inspiração na obra literária de Waldemar de Oliveira, e também, pelo atual reconhecimento do Frevo como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, declarado no final do ano passado na sede da UNESCO, em Paris.
A intenção da iniciativa é fazer que o ritmo possa ser bem mais divulgado na região, visto que a manifestação cultural não é uma exclusividade do Recife. Durante alguns meses, a ação pretende envolver toda a comunidade escolar para a realização de aulas de dança, oficinas de capoeira e música. Toda a equipe de professores e os dançarinos do grupo estarão no dia do lançamento para fazer o sertão ferver. 

Serviço: 
O QUE: Lançamento do Projeto Frevo, Capoeira e Passo.
ONDE: Escola Presidente Médici – Arcoverde (PE). 
QUANDO: Dia 11/05 (sábado), a partir das 09 horas.

Um colibri no frevo

Uma prova inequívoca que o Projeto Frevo na Praça proporciona mecanismos importantes para o aprimoramento e o desenvolvimento de um dançarino de Frevo, é o talentoso passista Laércio Olímpio. Um diamante que está sendo lapidado a cada dia, não para torná-lo mais um robô que copia um padrão de estilo que está sendo imposto na cidade, e sim, para deixar sua dança cada vez mais livre, com os traços inconfundíveis do verdadeiro frevo de rua.

Dedicado e sequioso por mais informações, Laércio é um inquieto nas atividades do projeto, e em pouco tempo de participação, já foi convocado inclusive para fazer parte das apresentações do espetáculo O Frevo, de onde, me parece, não sairá jamais.

E tem gente que não acredita que ele só faz aulas nos Guerreiros do Passo. Como pode? O motivo talvez seja pela mesmice que alguns estão observando atualmente no frevo, e quando assistem o nosso artista em ação, ficam deslumbrados pela beleza que demonstra ao fazer seus movimentos.

Não somos os responsáveis pelo seu virtuosismo, oferecemos apenas as ferramentas necessárias para fazê-lo desempenhar com distinção a sua maneira própria de dançar.

Laércio leva o nosso ritmo tão a sério que já fez surgir um novo movimento: o Passo do Colibri (uma forma de saltar e ficar parado rapidamente no ar, com as pernas dobradas, semiabertas e o corpo totalmente imóvel, como faz a espécie desse pássaro quando está polinizando as flores). Sem dúvida, a sutileza plástica da execução nos remete ao dócil passarinho. Desde já, fica registrado oficialmente aqui o batismo do referido movimento. Daqui pra frente vamos tentar incentivar sua prática, possibilitando, quem sabe, o repasse às novas gerações.

O orgulho que Laércio afirma em fazer parte dos Guerreiros do Passo, nos inspira a dizer que nossa a alegria de saber que ele é um dos nossos. Espero que surjam mais passistas com capacidade semelhante, e que se multipliquem os espaços que dão a oportunidade de sermos mais espontâneos e autênticos no frevo, sem a necessidade de darmos “pintas” ou múltiplos carpados para chamar a atenção.

Fiquem certos, voltarei aqui mais vezes para relatar o progresso de outros participantes do Projeto Frevo na Praça, pois, valorizamos os profissionais com mérito e sem estrelismos inúteis. Afinal, estamos todos integrados num mesmo propósito. Entre nós o que prevalece é o espírito de grupo, pensamento único em prol de um ideal cultural. Aqueles que não entenderam o trabalho rumaram para outras direções, e isso, não podemos fazer absolutamente nada.

Saudamos então o ilustre colibri Laércio Olímpio, desejando que em breve possamos observar outras gratas surpresas como ele na Praça do Hipódromo. Esse é o nosso trabalho.

Os Guerreiros não são os melhores e muito menos os donos do passo, mas acreditamos que estamos longe da mediocridade de alguns. Evoé!
Eduardo Araújo